"Vão pelo o mundo inteiro e anunciem o Evangelho a todas as pessoas. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado." Mc 16.15:16l

A violência acompanha o homem desde seus primeiros passos.

A violência acompanha o homem desde seus primeiros passos.

       
A Palavra de Deus nos relata a história do primeiro homicídio, em Gn 4.1-24. Lá,
tomamos conhecimento como a ira de Caim contra seu irmão, Abel, o levou a
cometer assassinato. Entre os descendentes de Caim, Lameque era violento e
reagiu a agressões sofridas também com assassinatos (Gn. 4.23-24). Aparentemente
Lameque, além de ser violento, alardeava o fato, ou seja, refletia aquela
postura de vida dos ímpios, tantas vezes descrita pelo salmista, que, cheios de
autoconfiança, em vez de se envergonharem dos seus atos, se gloriavam na própria
violência. No Salmo 73:6 lemos “a violência os envolve como um manto”.
Assim, antes do dilúvio, a violência já permeava a terra. Gn. 6.11 diz: “a terra
estava corrompida à vista de Deus, e cheia de violência”. Após o dilúvio, Deus
destruiu Sodoma e Gomorra pela impiedade, violência e imoralidade existentes
naquelas cidades. Em Gn 19.5 lemos quando os anjos visitaram a Ló, os homens
da cidade procuraram arrombar a casa para arrancarem os dois varões formosos,
para os molestar sexualmente. Mas adiante, ainda no livro de Gênesis, lemos que
Jacó, em suas palavras finais, condenou a violência de dois de seus filhos -
Simeão e Levi, pois utilizaram a espada não para defesa, mas como “instrumentos
de violência” (49.5 e 6) para matarem homens e mutilarem touros.

Abimeleque, filho de Gideão, assassinou seus setenta irmãos, para conservar
sozinho a liderança, após a morte do pai (Jz. 9.24). A violência marcou a vida
de muitos reis de Israel, ao se afastarem dos caminhos de Deus. Violência foi
também, inúmera vezes, praticada contra o povo de Deus, pelos seus inimigos.
     Violência maior foi praticada contra o Nosso Senhor Jesus Cristo, torturado,
espancado e pendurado pelas mãos e pés, com pregos, em uma cruz, culminando com
uma morte lenta e dolorosa, por asfixia, sem ter qualquer pecado. Ali ele sofria
violência e punição e morria em substituição aos seus amados que constituem a
sua igreja - aqueles que, pela graça de Deus, o reconhecem como Salvador e
Senhor de suas vidas. Muitos de seus discípulos experimentaram violência, ao
longo de suas vidas, encontrando morte violenta, antes de passarem à glória
eterna. O capítulo da fé, Hebreus 11, fala dos servos fiéis que experimentaram
açoites, escárnios, prisões, torturas e mutilações, ficando necessitados,
aflitos e maltratados.

     A violência, portanto, por mais presente que esteja em nossa era, não é um
problema moderno. Temos a tendência de sempre olhar o nosso tempo “época” como a
pior que já existiu, mas quando lemos os relatos acima, da própria Palavra de
Deus, vemos a violência, imoralidade, crueldade e impiedade sempre presentes no
mundo. Ocorre que ela é uma conseqüência do pecado e sendo assim, a violência
está presente desde a queda de Adão, aparecendo as vezes com maior, outras vezes
com menor intensidade nas diversas épocas da história da humanidade. É verdade
que as pessoas sem Deus encontram, cada vez mais, formas sofisticadas de
exercitar a impiedade, mas lembremo-nos que mesmo que sejamos vítimas de
violência, Deus está presente e reina soberano, executando justiça em seu
próprio tempo. Os problemas que possamos estar atravessando com certeza já
fizeram parte da experiência de outros servos Seus. 1 Co 10:13 nos ensina que as
provações a que somos submetidos não são exclusivas à nossa experiência, mas são
humanas, ou seja, comum aos demais homens, e que Deus nos concede a habilidade
de poder suportá-las.

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