A FRIGIDEZ ACIDENTAL.
Pode
acontecer depois de um choque emotivo, ou insinuar-se pouco a pouco, à medida
que se modificam as condições de vida. Em certas mulheres de nervos frágeis,
tudo aquilo que pode atingi-las no plano afetivo é capaz de modificar
profundamente seu comportamento físico: A morte de um ser querido, a decepção
pela descoberta de uma traição, um ciúme doentio por parte dos maridos, isso
pode condicionar às vezes a frigidez transitória ou durável.
A AUTOPUNIÇÃO.
Tem
mulher que guarda uma recordação desagradável da noite de núpcias, ou cujo
marido, egoísta ou inábil, não lhe dá a devida atenção, esta acaba persuadida
de que o esposo a considera um simples objeto de prazer. Ou quando descobre que
ele tem uma amante fora do casamento.
Passa a reagir com essa atitude, com o
fito de castigar o companheiro, e punindo-se a si própria, passa a evitar as
suas manifestações, o que mais tarde passa sentir-se incapaz de encontrar
qualquer espécie de prazer nas relações sexuais.
É
importante, antes do mal instalar-se profundamente, que os esposos tenham uma
conversa sincera ou então consultar um especialista (psicoterapeuta), este os
aconselhará, podendo até intervir delicadamente junto ao casal.
O MEDO DE TER FILHOS.
O risco de uma gravidez não desejada pode provocar um
sentimento de culpa na mulher, de medo e, até mesmo, de pânico, levando, pouco
a pouco, à frigidez. Ela fica dominada por esta obsessão, passando em muitas
das vezes não atender as necessidades fisiológicas do esposo, enfrenta até
mesmo o risco de perder o esposo só por que teme.
Passando a sentir, então, uma verdadeira aversão a união sexual. Mas
pode suceder o contrário. A mulher, após numerosos e seguidos estados de
gravidez, sente-se a tal ponto cansada, física e moralmente, que se deixa
dominar por uma grande necessidade de repouso, manifestando uma indiferença
total no que se refere às relações sexuais. Muitos métodos estão a sua
disposição para ajudá-la no gravíssimo problema da limitação dos filhos. De
qualquer maneira, esse problema deve ser resolvido de comum acordo entre o
casal, sendo sempre ouvida a palavra abalizada do médico.
Mas as
mulheres evangélicas ouvirão os conselhos pastorais, os ministérios femininos
(quando a igreja tem um), as esposas dos pastores, as mulheres mais idosas e
etc. Uma preparação adequada para o casamento por parte dos ensinamentos
bíblicos da igreja evitará muitos desajustes, mal-entendidos e decepções que ameaçam
a felicidade do casal. Essa idéia de
“dever” tem para certas mulheres, um valor restritivo e um sentido severo.
Trata-se geralmente de esposas delicadas, com altas qualidades morais, mas que
tem do casamento uma concepção errada, muitas vezes em princípios religiosos
mal interpretados. Vangloriam-se de sua indiferença e considerar-se-iam
culpadas se demonstrassem desejo pelo marido. Outras, que tem uma concepção
mais humana da virtude, manifestam, entretanto, uma forma de frigidez análoga, determinada
por um choque físico ou uma educação sexual mal orientada.
Às vezes
os pais tentam preparar as filhas para o casamento, mas, sem coragem de fazê-lo
em termos claros e objetivos, provocam justamente o choque que pretendiam
evitar ao formularem comparações inadequadas, que são vagas evocações e ameaças
veladas. Ou ainda pronunciando frases sem sentido, como: você verá que o
casamento não é aquilo que se imagina na sua idade, um romance cor-de-rosa e
açucarado. Ou então: muitas vezes, para prender o homem a mulher precisa
representar papeis pouco agradáveis.
O que os pais não imaginam é o mal que
então causando sem querer as suas filhas. Muitas vezes as jovens procuram
compreenderem, mas não conseguem.
Começam
associar ao casamento o medo e até mesmo a vergonha. Atemorizam-se diante do
desejo que sentem, comandado pelo subconsciente, quando chega o momento. Mesmo
que tudo corra as mil maravilhas, convencem-se de que será sempre um mau pedaço
que irar passar.
A educação sexual quando é bem administrada
evitará, sem duvida alguma, um grande número de desajuste, dramas,
mal-entendidos e decepções que ameaçam o equilíbrio e a felicidade do futuro
casal. Serão também evitadas muitas perversões, nascidas talvez de um trauma
infantil que ressurgem mais tarde sob a forma de desequilíbrios nervosos.
A
educação sexual não significa liberdade sexual, mas o respeito por si mesmo
decorrente do conhecimento do mecanismo fisiológico, ligado a nossa condição
humana, no plano de Deus, moral, afetivo e psicológico. Essa educação deve ser
confiada a uma pessoa capacitada experiente e idônea. Quando as jovens têm uma
educação sexual muito mais aparente do que real e uma liberdade que nem sempre
é limitada por uma moral solida, é importante situar o problema, a fim de que
essas jovens estejam preparadas para serem esposas e mães na verdadeira acepção
da palavra.
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