SER MAGRA OU GORDA NEM SEMPRE É UMA DOENÇA
Dai-me
a gordura que te darei a formosura, assim diziam nossos avôs. Era a época em
que a felicidade e até o sucesso pessoal de alguém podiam ser medidos pela sua
corpulência. Nesta época a gordura era sinônimo de riqueza, e a magreza era
sinal de pobreza e de doença. Em tempos idos: A Olympia de Manet, As Madonas
Italianas, a formosa Gioconda eram símbolos de beleza. A própria Venus de Milo
que hoje vestida, seria recusada como manequim, era na época um exemplo de
beleza invejável e muito imitado. Os pintores então pintavam com seus bustos
opulentos, suas formas roliças e exuberantes era objeto de inveja de todas as
mulheres. Era esse o supremo objetivo a ser atingido se quisesse ser
imortalizada nos quadros, nas estatuas, nos versos e prosas. Ou simplesmente ser
amada e admirada.
Se
olharmos para os quadros caríssimos que trazem as belezas rechonchudas de
Rubens, ou as louras opulentas de Renoir, hoje em dia, estariam se submetendo a
rigorosos regimes para emagrecer, pois o que constituía o seu chame e um dos
seus triunfos mais poderosos, na vida e no amor, seria apenas, segundo os
cânones atuais, a obesidade. Porque existe agora esta obsessão do medo de
engordar? Ou a idéia fixa de emagrecer?
O tratamento
da obesidade virou uma corrida para a perda, ou em busca, do peso ideal, ora,
porque os maridos ou esposas tem se comportado estranhamente e às vezes até
insinua certas palavras grosseiras, chamando de gorda (o) ou magrela (o), mas
preste atenção é leviandade tentar perder peso ou tentar engordar por que
alguém te acha gorda (o) ou magra (o) ou mesmo por que sua amiga (o) fez e deu
resultado ou acreditou demais nas propagandas dos veículos de comunicação que muitas
das vezes oferecem verdadeiros milagres com tratamentos incertos e que podem
inclusive acarretar graves danos à saúde. Nunca é demais lembrar que cada um
deve ter bom-senso, se a pessoa se ama a si mesmo, este é o primeiro sinal da
cura do tratamento, e acima de tudo não se esqueça, de que a gordura ou a
magreza excessiva podem ser um sinal de desequilíbrio orgânico que sempre
deverá ser tratado sob orientação de um profissional competente.
Na adolescência, ou em qualquer idade, a
obesidade representa essencialmente um desequilíbrio entre o que o individuo
ingere, tem-se uma quota energética que os alimentos levam ao organismo, uma
quantidade exata que ele gasta. Se o adolescente tem uma vida sedentária e come
mais do que o seu organismo gasta, é natural que esse excesso de alimento se
converta em gordura. Porém se ele tem uma vida onde pratica esporte e leva sua
vida com intensidade, sua alimentação deverá ser proporcional ao seu desgaste. Entre
os anos 13 e 15, sua alimentação deve ter maiores cuidados para que O não
venha ocorrer uma obesidade ou uma magreza excessiva. Sua alimentação deve ser
estudada por um especialista e orientada em função da sua quantidade e
qualidade.
A
grande onda de obesidade pode ter origens diversas, que cabe ao médico
especialista descobrir, mas de antemão, geralmente, está ligada a própria
puberdade, coincidindo com o desenvolvimento do seu organismo e tomando,
algumas vezes alguns cuidados alimentar as proporções alarmantes (da obesidade
ou magreza) pode ser combatido.
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