O
ESTUPRO
Uma pessoa (mulher ou
criança) que sofre estupro pode sentir o mesmo tipo de horror que sofreu a
concubina do levita. (Jz 19:22-27) “Enquanto eles alegravam o seu coração, eis que os homens
daquela cidade, filhos de Belial, cercaram a casa, bateram à porta, e disseram
ao ancião, dono da casa: Traze cá para fora o homem que entrou em tua casa,
para que o conheçamos. O dono da casa saiu a ter com eles, e disse-lhes: Não,
irmãos meus, não façais semelhante mal; já que este homem entrou em minha casa,
não façais essa loucura. Aqui estão a minha filha virgem e a concubina do
homem; fá-las-ei sair; humilhai-as a elas, e fazei delas o que parecer bem aos
vossos olhos; porém a este homem não façais tal loucura. Mas esses homens não o
quiseram ouvir; então aquele homem pegou da sua concubina, e lha tirou para
fora. Eles a conheceram e abusaram dela a noite toda até pela manhã; e ao subir
da alva deixaram-na: Ao romper do dia veio a mulher e caiu à porta da casa do
homem, onde estava seu senhor, e ficou ali até que se fez claro. Levantando-se
pela manhã seu senhor, abriu as portas da casa, e ia sair para seguir o seu
caminho; e eis que a mulher, sua concubina, jazia à porta da casa, com as mãos
sobre o limiar”.
A morte nem sempre
acontece nos casos de estupro, mas quase todas as vítimas sentem como se parte
delas tivesse morrido. Durante algum tempo, poderão ter pesadelos, graves, ou
duradora sensação de medo e sentimentos ou de baixa estima.
A vítima de estupro deve
ser encorajada a reconhecer que Deus promete nunca deixá-la nem abandoná-la (Is
41:10-11) “Não temas, porque eu sou
contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo,
e te sustento com a destra da minha justiça. Eis que envergonhados e
confundidos serão todos os que se irritam contra ti; tornar-se-ão em nada; e os
que contenderem contigo perecerão”. (Hb 13;5-6) “Seja a vossa vida isenta de ganância,
contentando-vos com o que tendes; porque ele mesmo disse: Não te deixarei, nem
te desampararei. De modo que com plena confiança digamos: O Senhor é quem me
ajuda, não temerei; que me fará o homem”?
A pessoa vitimada precisa buscar conforto e ajuda em Deus
quando não pode sozinha busque ajuda com outros irmãos cristãos (2 Co 1:3-7) “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor
Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda a consolação, que nos
consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que
estiverem em alguma tribulação, pela consolação com que nós mesmos somos
consolados por Deus. Porque, como as aflições de Cristo transbordam para
conosco, assim também por meio de Cristo transborda a nossa consolação. Mas, se
somos atribulados, é para vossa consolação e salvação; ou, se somos consolados,
para vossa consolação é a qual se opera suportando com paciência as mesmas
aflições que nós também padecemos; e a nossa esperança acerca de vós é firme,
sabendo que, como sois participantes das aflições, assim o sereis também da
consolação”. Deve descobrir um meio para lidar com o problema sem raiva,
(embora seja difícil), mas não deve nutrir nada contra seu opressor. Se ela
negar esta raiva, enterrá-la ou junto com ela alguma vingança, estará sujeita a
pecar (Hb 12:14-16) “Segui a paz com
todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, tendo cuidado de que
ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando,
vos perturbe, e por ela muitos se contaminem; e ninguém seja devasso, ou
profano como Esaú, que por uma simples refeição vendeu o seu direito de
primogenitura”. Por outro lado, se for capaz de perdoar quem cometeu
tamanha barbaridade contra ela, vai abrir-se para a recuperação e o crescimento
espiritual (Mt 6:14-15). “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai
celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco
vosso Pai perdoará vossas ofensas”.
As
pessoas tentam humilhar os verdadeiros filhos de Deus. A jovem Diná, através da
sua curiosidade, em conhecer outras pessoas que viviam perto do lugar em que
morava, passou por uma terrível humilhação perante seu pai, seus irmãos e todas
as pessoas de sua família; fora violentada, estuprada, seguido de rapto; sendo
ela a única mulher dentre os doze filhos de Jacó. Depois de tanto vaguear como
peregrino por terras estrangeiras, finalmente achou um lugar onde pudesse fixar
sua morada e viver em paz com os seus, ela resolveu sair em busca de novos
amigos, nada mais justo, porém, não contava com o disparato que viria sobre
ela; deixando de lado a companhia das outras moças da sua aldeia e foi até as
cercanias de uma cidade pagã, ignorou os perigos, o resultado foi ser humilhada
perante todos.
O que era apenas um passeio tornou-se
tragédia, o que também ela consentiu o que não da o direito a ninguém trazer
uma degradação lastimável com essa. Qualquer que tenham sido as conseqüências
que levou aquele jovem a praticar esta tragédia; neste caso este jovem
(Siquém), tentou consertar o mal que havia causado a Diná, indo ao encontro do
seu pai pedir sua filha em casamento, mais, quantas outras jovens nos dias de
hoje passam pela mesma humilhação e são deixadas de lado sem um reparo na sua
vida, o resultado todos nós conhecemos, é jovens, desprovidas da sociedade, da
casa dos seus pais, o que gera uma vida comprometida com um dois ou mais filhos
sem saber nem sequer quem é o pai.
A quem devemos culpar? Jacó
foi responsável pelos os atos de sua filha? O que poderia fazer?
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